Restaurante Caminho das Gerais, Santo Antonio do Pinhal/SP

Irene Nunes, proprietária e chefe da cozinha do Restaurante Caminho das Gerais, no bairro rural do Rio Preto em Santo Antonio do Pinhal/SP, emana inspiração e tem o restaurante como a realização de seu sonho.
Ela e o marido Pedro Pereira foram contemplados com a casa sede da antiga fazenda do sogro no sorteio entre os herdeiros. Desde o inicio, apaixonada pelo lugar, parecia que o destino já preparava para que o lugar fosse deles e não demoraram em compartilhar com mais gente tudo o que as famílias vivenciaram ali na região.

A inspiração começou pelo nome! O Caminho das Gerais foi inspirado no próprio pai e sogro, ex-tropeiros e; pelo local inserido exatamente nestes antigos caminhos que transportavam alimentos, principalmente boi e porcos. Ambos fizeram por muito tempo os caminhos entre o sul de Minas e e São José dos Campos (bois) e, a Estação Ferroviária de Pindamonhangaba (porcos) com destino ao Rio de Janeiro.

Gastronomia

Quando escolheu sua gastronomia, imaginamos Irene não como uma chefe de cozinha, mas sim, como uma "bruxinha do bem"! Ela não deixou nada pra trás e tudo que lhe era de afeto botou em seu "caldeirão"! Resgatou a comida tropeira do pai, a caipira dos campos de Santo Antonio do Pinhal e os sabores das receitas da avó! E se alguém lhe trouxer uma receita de família, não duvide se encontrá-la um dia, em cima do fogão a lenha dela! É a chamada comida afetiva que Irene adotou de forma orgânica, sem nem mesmo pensar neste conceito que chegou há pouco tempo nos estabelecimentos gastronômicos do turismo rural. A comida afetiva resgata a memória experimentando um prato e imediatamente associa o sabor a uma lembrança gostosa da vida, despertando sentimentos bons, memórias de segurança e de afeto que encantam os clientes e turistas.

A carne de lata

Dentre as especialidades do cardápio, a gente destaca uma das mais tradicionais do tropeirismo. Quem chegar no Caminho das Gerais vai encontrar a famosa carne de lata, ou "porco na banha". Os antigos tropeiros, como precisavam conservar os alimentos em suas longas jornadas, colocavam as carnes em baldes com banha de porco.
Historiados contam que a carne na lata foi descoberta por acidente. A única gordura utilizada para o preparo das refeições dos tropeiros era a banha. Eles teriam fritado muita carne num caldeirão. Como não comeram tudo, ela ficou ali, a gordura solidificou e preservou a carne com seu sabor original. A técnica permitia a conservação por até dois meses. Com a evolução, os caldeirões foram substituídos pela lata que deu origem ao nome do prato. Com o advento da energia elétrica e a invenção da geladeira a tradição foi se perdendo. Agora, com surgimento da experiência da comida afetiva, a carne na lata voltou a ter espaço especial no fogão à lenha quase como uma iguaria.
Mas, caprichosa que é, Irene não deixou de dar um toque suave, charmoso e delicado em seu serviço. Experimente suas águas saborizadas! Um deleite refrescante nos dias quentes e cheias de benefícios à saúde nos dias frios. Dependendo das ervas, frutas e outros ingredientes combinados, além de deliciosas, elas têm efeito antioxidante, anti-inflamatória, termogênica, alcalinizante e diurética!

Doces

Irene também herdou o gosto pelos doces caseiros. Neta de doceira famosa da pequena cidadezinha vizinha de Santana do Sapucaí (ou Santaninha) a avó criou os filhos fazendo doces. A avó era responsável por fazer os tradicionais cartuchos de doces, de vários sabores, para as festas de igreja onde eram leiloados. Irene, encantada com a história contada pelo pai, também resgatou a tradição e prepara o lançamento de seus próprios cartuchos como uma relembrança da historia de vida da avó. Os cartuchos tem origem portuguesa e era tradição nas cidades do sul de Minas. Poucas delas ainda mantém a produção e oferta nas festas e quermesses. Confeccionados em cartolina em forma de cone, decorados com papel crepom, seda ou celofane, com adereços de flores, plissados, babados, brocados e cheios de doces variados, receber um cartucho de presente era bem representativo. Irene, apesar de gostar da culinária, confessa que os doces são seus preferidos.

Turismo

O local é frequentado por turistas de todas as cidades do entorno de Santo Antonio do Pinhal e das grandes capitais. A localização à beira da SP 046, propricia uma parada obrigatória dos viajantes para suas refeições. Os próprios mineiros se surpreendem com a qualidade do cardápio e dispendem elogios sem fim ao local. No Caminho das Gerais, o turista vai encontrar vários itens orgânicos, principalmente hortaliças. Além disso, busca produtos locais ou típicos da região que dão a identidade do local, a exemplo das cervejas artesanais da vizinhança e, dependendo da época, dos arrozes de Lorena.

Fica a nossa sugestão!

  • Atende aos sábados, domingos e feriados das 12h00 às 16h00
  • Serve de duas formas, por kilo com sobremesa à parte ou à vontade com sobremesa inclusa.
  • Aceita todas as formas de pagamento, inclusive cartões
  • Estabelecimento Pet Friendly
  • Endereço: Rodovia Oswaldo Barbosa Guisardi (SP-046), s/no., Bairro Rio Preto, Santo Antonio do Pinhal/SP
  • Cel/]WhatsApp: (12) 99140-7777

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3 opiniões sobre “Restaurante Caminho das Gerais, Santo Antonio do Pinhal/SP”

  1. Frequento a tempos o restaurante e recomendo, pois a comida parece que vem com amor! O visual do lugar é incrível e o carinho dos proprietários é inigualável!

    1. Olá Alessio Aurili!!
      Obrigado por visitar nossas páginas!
      Ficamos felizes com sua avaliação e recomendação dos colegas do Caminho das Gerais!!
      Você disse tudo: Hospitalidade de primeira!

      Abraços e voltem sempre!

    2. Obrigada Alessio 👩🏻‍🍳 pelo carinho e prestígio, vcs são sempre muito bem vindos aqui no nosso cantinho 🍳que foi preparado com muito amor para receber aqueles que procuram aguçar os sentidos🤗 paladar, olfato, visão …

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